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Montreal

Montreal, a capital canadense do indie rock

Com o Grammy do Arcade Fire pelo álbum The Suburbs, o Canadá se confirmou como um dos maiores e melhores celeiros da música independente dos últimos anos. O posto já foi de Londres, Manchester, Nova York, Seattle, São Francisco, mas, desde 2011, é das mais variadas cidades canadenses – Ottawa, Winnipeg, Belfast -, e todas se encontram em Montreal.

A maior cidade do Quebec é conhecida pela aura artística e boêmia. Das estações de metrô às ruas, há arte em todo lugar, de todas as formas: instalações, exposições, festivais gratuitos e shows, muitos shows. Não é à toa que Montreal seja uma das capitais culturais do país e a cidade certa pra quem ama música de todos os estilos.

Quando decidi vir pra cá, foi em busca da cena indie. Queria estar no lugar que inspirou tantas bandas e que é palco permanente pra quem aposta nesse gênero do rock que é tão mutante. O cenário é sempre movimentado. Duas das produtoras principais são a Indie Montreal, que curte fazer eventos com bandas ainda pequenas, com lotação de 100, 200 pessoas; e a Evenko, a maior, que trabalha com atrações mais conhecidas, como Devendra Banhart, para alguns milhares.

Paper Lions

Paper Lions

Os shows têm ingressos a um preço médio de $10, podendo ser grátis ou chegar a $20, $30. Normalmente tocam três bandas em uma noite, e o legal é que os horários são sempre coordenados com o metrô, ou seja, a última banda termina o show pouco depois da meia-noite, pra quem quiser ir pra casa cedo e chegar rapidinho ter a opção de usar o transporte público. Pra quem escolhe continuar a noite, a STM tem ônibus noturnos (você pode ler sobre o transporte em Montreal aqui).

Há um ano, venho acompanhando bandas e conhecendo venues (casas de show). Tudo começou em setembro do ano passado, no Pop Montréal, festival no estilo do texano SXSW, com dezenas de shows acontecendo ao mesmo tempo em bares e palcos baixinhos pela cidade. O resultado é uma lista com as melhores bandas que vi ao vivo e lugares que você, fã de indie rock, precisa conhecer.

Amos The Transparent

Amos The Transparent

Para ouvir

  • Groenland (Montreal) – Indie pop sem guitarra. No lugar dela, sintetizador, ukelele, violino e violoncelo. Tem ainda baixo e bateria. A mistura é divertida e irresistível e resultou no álbum The Chase, lançado em abril deste ano.

  • Imaginary Cities (Winnipeg) – Conhecida pelo inverno rigoroso e por Neil Young, “Winterpeg” inspira esse duo. Afinal, tanto tempo dentro de casa só poderia resultar em músicas dramáticas e urgentes, com peso e elegância na medida certa.

  • Paper Lions (Belfast) – Com álbum recém-lançado, My Friends, o Paper Lions tem excursionado pelos Estados Unidos. As harmonias vocais e violões, o folk com indie rock, o potencial pras pistas e pras rádios têm feito sucesso.

  • Amos the Transparent (Ottawa) – Também com cordas e um pé no folk, o Amos The Transparent já tem disco lançado, inclusive em vinil. Por favor, assista, que o vídeo é genial!

Onde ver shows

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Alinne é jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará. Depois de 4 anos na redação de um jornal, escrevendo sobre cultura, comportamento e moda, parou tudo e veio para Montreal. A ideia era ficar 1 ano, mas quem consegue ir embora? Desde que chegou, fez cursos de extensão em fotografia, jornalismo e música nas universidades Concordia e McGill - e está sempre à procura de mais.

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