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Por que você precisa voltar para a escola

Em 2006, os recém-chegados tinham quase duas vezes mais probabilidade de ter um diploma universitário do que as pessoas nascidas no Canadá. Apesar desta aparente vantagem, de acordo com um relatório da Statistics Canada intitulado Immigrants´ education and required job skills, “durante o período de 1991 a 2006, a proporção de imigrantes com diploma universitário em empregos com baixos requisitos educacionais (tais como balconistas, motoristas de caminhão, vendedores, caixas e taxistas) aumentou.”

Educação internacional ou experiência de trabalho estrangeira não levam a bons empregos no mercado de trabalho canadense como todo mundo imaginou. Pode ser frustrante ao ponto de forçar imigrantes a deixarem o país. As razões são muitas, e todas elas giram em torno da falta de “experiência canadense”, ou “credenciais canadenses”. A língua materna e o país de origem são considerados algumas das causas que explicam essas dificuldades. A classe ‘imigração’ também pode ser um fator, segundo dados do Statistics Canada.

O paradoxo da experiência canadense é uma das experiências mais desconcertantes para os recém-chegados. Como é possível obter experiência canadense se você não pode trabalhar pela falta dela? Como você pode evitá-la, ou lutar contra ela?

Bem, se você ainda não está no Canadá, pense sobre incluir em seu orçamento um certificado, programas de transição (bridging programs) ou até mesmo uma nova graduação em instituição canadense. Se você já está aqui, talvez seja hora de dar uma olhada em alguns dos programas oferecidos pelo Employment Ontario através de sua iniciativa Second Career, ou você pode encontrar apoio financeiro – como o OSAP – para voltar para a escola.

Um diploma no Canadá não garante emprego, mas certamente pode te colocar de volta no caminho para uma carreira em seu campo de trabalho e a vida que você quer ter. Obviamente, qualquer programa de pós-graduação (como mestrados, doutorados, ou mesmo diplomas) está disponível para qualquer um, em qualquer instituição de ensino canadense, mas o objetivo desses programas não é arranjar um emprego o mais rapidamente possível.

Além disso, para que voltar à escola e receber uma educação que você já tem? É por isso que existem programas de transição, um tipo especial de educação que pode ajudar os novatos a obterem a sua licença ou certificado em sua profissão ou mercado, de modo que eles possam trabalhar em Ontário. Além disso, eles podem ajudá-lo a obter as competências de que você precisa – e não apenas habilidades técnicas relacionadas a um trabalho, mas aquelas mais simples, como se dar bem com outros colegas no ambiente de trabalho.

Se você é um enfermeiro ou contador, por exemplo, estes programas deverão ajudá-lo a ter suas credenciais reconhecidas na província para que você possa trabalhar em sua profissão. Empregadores, faculdades e universidades, órgãos profissionais reguladores e organizações comunitárias se juntaram para criar e desenvolver diversos programas de transição. A RyersonUniversity , por exemplo, está constantemente se reunindo com representantes de bancos para melhorar seus cursos de administração e adaptá-los às necessidades da indústria.

Um programa de transição prevê a avaliação da educação e habilidades, experiência de trabalho (através de simulação, por exemplo), treinamento de habilidades ou de formação acadêmica específica, preparação para um exame para licença ou certificação, treinamento de idioma para a sua profissão, se necessário, e os planos individuais de aprendizagem para identificar qualquer treinamento necessário.

Eles podem fazer a diferença? Sim. Alguns programas possuem taxas de contratação tão elevadas quanto 80 por cento (a crise econômica pode ter afetado esses números, mas eles ainda são muito eficazes).

Os recém-chegados recebem salários menores do que seus concorrentes canadenses e leva-se tempo para diminuir essa diferença. Aqui estão algumas informações valiosas para apoiar a nossa recomendação de voltar para a escola. Segundo um estudo da Statistics Canada chamado Literacy and the Labour Market: Cognitive Skills and Immigrant Earnings, publicado em 2008, “os imigrantes que completam sua formação no exterior recebem ganhos quase 65 por cento menores do que os trabalhadores nascidos no Canadá, enquanto que aqueles com algum ensino canadense recebem rendimentos cerca de 16 por cento mais baixos do que os nativos canadenses… ” Novamente, isso depende do nível de educação, seu país de origem, se a sua língua materna é o inglês ou o francês, e assim por diante. Mas o relatório confirma um ponto: um diploma canadense pode abrir as portas para um emprego melhor.

A experiência de trabalho canadense também pode ajudá-lo a superar essa diferença de renda. O mesmo estudo indicou que “os imigrantes do sexo masculino sem educação canadense recebem retornos significativamente maiores quando possuem a experiência de trabalho canadense”, mas o problema é como adquirir, primeiramente, essa experiência.

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Canadian Newcomer Magazine is a free glossy, magazine with full colour cover and interior. The mission of the magazine is to connect the regions diverse ethnic communities in Canada using one voice and language by providing free information, advice, entertainment and encouragement to new immigrants. To that end, the magazine is written in English, but the vocabulary and grammar are kept as plain and simple as possible - complex ideas written in entry level English. Subjects covered include employment, housing, Canadian lifestyles, health, finances, ethnic media and education. The publication is being used as a teaching tool at many schools throughout the GTA. Canadian Newcomer Magazine is published six times per year with all issues available online in both English and French.

2 Comentários

2 Comments

  1. Cris

    11/set/2012 at 08:54

    Nossa, pela primeira vez li um artigo que não seja surrealista a respeito do mercado de trabalho no Canada!!!!!

  2. JulinhoArquiteto

    28/set/2010 at 12:26

    Infelizmente essa é uma realidade: o mercado canadense (incluindo o governo)não se esforça pela valorização da experiência estrangeira (profissional e acadêmica).

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