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Vistos e Imigração

Aquecimento global pode abrir nova onda de imigração

O volume de derretimento do gelo Ártico registrado neste verão confirma uma tendência que vem se acelerando e traz, dentre tantos outros, o desafio de ocupar de maneira adequada o norte do Canadá — uma tarefa que só pode ser bem sucedida com a ajuda de imigrantes. E em grande quantidade.

A afirmação foi feita por Irvin Studin, presidente do Institute for 21st Century Questions e editor da revista Global Brief. Studin lembra que até os dias de hoje, a imigração tem se concentrado no extremo sul do país, com destaque para Toronto, Vancouver e Montreal. E esta abertura à entrada de estrangeiros vem de motivações puramente econômicas: é preciso trazer gente para manter a economia girando.

Mas a necessidade de povoar o norte do país pode forçar o governo a rever sua estratégia, abrindo mais espaço para questões ligadas à geopolítica. E mais em breve do que se podia imaginar.

A ocupação pesada do sul do Canadá tem sido largamente creditada aos invernos ligeiramente menos rigorosos e à dependência econômica do mercado dos Estados Unidos, maior parceiro comercial dos canadenses.

Mas alguns historiadores discordam, apontando que as pessoas seguiram sempre de perto o assentamento de fortificações erguidas para proteção contra os EUA e, em um segundo momento, o desenvolvimento das linhas de trens. Em outras palavras, a ocupação do país teve um ordenamento muito mais militar do que se imagina.

Hoje, pelo andar do derretimento, espera-se que o governo comece a pensar rapidamente em estratégias de ocupação do Ártico; antes que seu vizinho por lá — a Rússia — tome a dianteira.

Do lado russo, já existem cerca de dois milhões de pessoas morando na região, além de uma considerável estrutura e expertise em cidades como Murmansk, Norilsk e Yakutsk. Isso sem falar nos 40 milhões de habitantes da Sibéria, que fica logo abaixo do Rússia Ártica.

Do lado canadense, a população dos Territórios do Norte não passa dos 115 mil com outros dois milhões vivendo logo abaixo. Além disso, há problemas de abastecimento, com alimentos caros demais, e falta infraestrutura, como escolas, hospitais e transporte. E isto quer dizer que o Canadá não terá a menor chance de proteger, controlar e administrar a vastidão daquelas terras que, com certeza, atrairão todo tipo de exploração.

Por isso mesmo, Irvin Studin e outros especialistas acreditam que a sobrevivência e prosperidade canadenses terá apenas uma rota; o norte. E dependerá pesadamente da capacidade do país para atrair estrangeiros interessados em sentar na praça nesta nova fronteira.


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