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O grande desafio canadense: sobram vagas, mas nem todo imigrante consegue trabalho

Dados levantados pelo Conselho do Comércio de Ottawa (Ottawa Board of Trade) revelam a necessidade de mudanças no acolhimento dos imigrantes. Ali, na capital do país, a taxa de desemprego é de 4% por cento para os canadenses, mas se multiplica por mais de três e chega a 13% entre os imigrantes, revelando os desafios enfrentado pelos recém-chegados, em especial os mais qualificados.

O problema não é novo. Há anos médicos, dentistas, pessoal com mestrado e doutorado reclamam que não conseguem ter suas qualificações reconhecidas. O sistema de Express Entry instituído pelo governo federal em 2014 — e ainda em vigor hoje em dia — foi criado justamente com a ideia de tentar corrigir esta distorção. Mas muitos newcomers continuam enfrentando barreiras e ocupando vagas que ficam aquém de suas capacidades.

Há uma notória demanda por médicos e enfermeiros, por exemplo, mas o tempo médio para se obter uma licença para atuar nestas áreas é de cinco anos e o processo custa caro, em especial quando o profissional passa seus dias só estudando para o reconhecimento de suas credenciais. O mesmo se aplica a vários outros setores, como na engenharia e nas chamadas “skilled trades” (encanadores, eletricistas, pedreiros, soldadores, etc).

Segundo o estudo de Ottawa, 63% dos empresários afirmam que uma das maiores dificuldades é a aquisição e retenção de talentos. Porém, apenas 46% deste contingente encara os imigrantes como sendo valiosos para seus negócios. E parte deles acredita nem ter meios para entender e avaliar diplomas obtidos em outros países.

Tudo isso preocupa quem acompanha o setor de imigração. Vários especialistas apontam que o governo federal precisa fazer mais para que os imigrantes possam de fato assumir as posições disponíveis e para as quais já foram extensamente treinados. Afinal de contas, as estatísticas provam que só a imigração poderá manter a economia do país funcionando e por isso mesmo o governo federal já estabeleceu como meta receber mais um milhão de pessoas até 2021, sendo 70% deles trabalhadores qualificados.

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