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A estação de metrô secreta

Você sabia que existe uma outra estação de metrô embaixo da Bay Station? Confira imagens do tour oferecido pelo TTC e saiba como fazer parte do próximo grupo de exploradores.

O TTC (Toronto Transit Commission, empresa responsável pelo transporte público em Toronto), além de abrir suas portas no evento anual Doors Open Toronto, também oferece tours pela estação da Bay que funcionou durante apenas seis meses após sua construção, em 1966.

A estação foi criada para servir como um desvio da linha verde para a linha amarela, sem que os passageiros tivessem que trocar de trem. A idéia era oferecer um transporte rápido para quem precisava ir, diariamente, do lado leste da cidade até a Union Station e vice-versa. O trem vinha do leste pela linha verde e fazia uma curva para a direção sul ao chegar na Yonge St, depois ia até a Union Station e fazendo o mesmo caminho na volta. O problema foi que muitos desavisados que pegavam esse trem, ao perceberem que estavam indo na direção errada e chegariam atrasados no trabalho, ativavam os alarmes dos trens, o que criava um caos no transporte justamente no horário de rush. Foi por isso que a rota e a estação foram desativadas.

Mas, pagando apenas C$15 (C$5 para crianças), é possível descer uma escadinha que fica dentro da Bay Station, em grupos de até 20 pessoas, e conferir ao vivo o visual da estação abandonada. O tour dura em torno de uma hora e meia minutos e é apresentado pelo supervisor chefe do TTC, Stu Lawson, que se coloca à disposição para responder às perguntas dos visitantes.

A equipe do OiCanadá foi conferir. Um dos primeiros comentários de Stu sobre a estação abandonada foi, na verdade, uma explicação. Antes que qualquer um reclamasse da sujeira, ele afirmou: “Não adianta tentar manter a estação limpa. Ela não ficaria assim por muito tempo mesmo.”

Hoje, o local é alugado para a realização de filmes, shows de TV, clips musicais, eventos corporativos e até festas de casamento. “Aqui embaixo já teve noiva curtindo sua própria festa com o vestido imundo, diretor querendo soltar ratos na estação, e até camelos chegando de metrô para a filmagem”, contou Stu.

Alguns dos filmes realizados na estação são: Johnny Mnemonic, Mimic, Extreme Measures, Bless the Child, Caveman’s Valentine, Cletis Tout, Don’t Say a Word, The Colony, Bulletproof Monk, NY Minute, Take the Lead, 16 Blocks, Max Payne.

Durante o passeio, é possível ainda conferir os vários testes de piso, realizados para ajudar o TTC a escolher os materiais antiderrapantes mais eficazes e que também combinariam melhor com a estação, placas de sinalização utilizadas em filmagens, bancos da estação de metrô de Nova York e também muitas ferramentas de manutenção. Ocasionalmente, os trens que estão em funcionamento são desviados para a Lower Bay Station para a realização de reparos.

O TTC planeja oferecer, não somente um número maior de tours à Lower Bay Station nos próximos meses, mas também tours por locais diferentes. Para 2010, a estimativa é que pelo menos 14 passeios sejam realizados durante o ano. Além de visitar a Lower Bay Station, também é possível experimentar o simulador de ônibus do TTC no tour pelo Centro de Treinamento de Operações. Agora é ficar ligado no website do TTC, pois os ingressos para os passeios esgotam rapidamente.

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Julieta é curiosa, subjetiva e prolixa. É também contraditória o suficiente para admirar o que é simples. Não perde a oportunidade de puxar uma boa prosa, seja na fila do supermercado ou durante uma viagem de avião. Antes de tudo, se interessa por pessoas e pela origem das coisas. Desde os sete anos, quando seu pai comprou uma câmera vídeo, sonha em ser jornalista. O sonho a levou à Universidade Federal de Pernambuco, onde a recifense se formou em Jornalismo. Das brincadeiras com a câmera do pai, veio a paixão pelas telas e pela linguagem audiovisual. Começou na TV Universitária de Pernambuco, passou pela TV Alepe, TV Asa Branca (Caruaru/PE), TV Cultura e TV Globo Nordeste. Em 2008 se mudou para o Canadá, onde juntou sua experiência em televisão com a liberdade da internet. No OiCanadá, Julieta faz o que mais gosta e melhor sabe fazer: contar histórias.

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