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Nova Escócia procura 15 mil interessados em morar na província

Com uma ambiciosa campanha online, a pacata Nova Escócia, província do leste do Canadá considerada por alguns como a Nova Zelândia da América do Norte em função do baixo nível de COVID-19, espera atrair uma das coisas de quem mais precisa: novos moradores.

A série de anúncios tem como alvo no momento quem já está no país, por conta das restrições de voos ao estrangeiro, mas o governo local já avisou que assim que as fronteiras estiverem liberadas, a campanha vai esticar seus braços para o exterior.

O seu foco, no entanto, é para quem faz trabalho remoto, podendo mudar levando o seu emprego a tiracolo, e partiu dos números da Statistics Canada que apontam que, hoje, 40% da mão-de-obra do país se encontra atuando de casa (contra 10 a 13% dos anos anteriores).

Segundo os organizadores da empreitada, os anúncios já geraram mais de 260 mil cliques que viraram meio milhão de páginas visitadas do website criado pra campanha. E, apesar de ser ainda cedo pra ter certeza do sucesso da iniciativa, a esperança é de que a recente tendência de um aumento populacional modesto, mas contínuo na região ganhe mesmo um empurrão pós-pandemia.

Vantagens

Halifax, a capital da região, tem se recuperado de maneira muito positiva do efeito econômico da COVID. Comparando dezembro de 2019 com o último mês do ano passado, a cidade viu crescer o nível de emprego, com 3.800 vagas a mais oferecidas e ocupadas.

Além de morar à beira do Atlântico na Nova Escócia, curtindo as ondas do mar durante o verão, e a comida tradicional, rica em frutos do mar, o ano todo, os interessados podem também usufruir de uma qualidade de vida garantida por uma província que tem moradias com um dos preços mais acessíveis do país. De acordo com a Canadian Real Estate Association (CREA), o valor médio de um imóvel por lá em outubro de 2020 estava na casa dos 300 mil dólares — praticamente a metade da média nacional e quase um terço dos números vistos no mercado de Toronto. 

Desafios

Em termos de atrair e reter novos moradores, os maiores entraves da região ficam nas mãos do sistema médico e da internet. Quem muda para a capital e arredores não enfrenta grandes dificuldades, mas dependendo da área escolhida no interior da província a situação pode ficar complicada.

Há cerca de 50 mil pessoas sem médico de família — porta de entrada para o sistema público de saúde do país — na Nova Escócia, segundo dados da lista oficial do governo local NSHA. E, de acordo com os números de 2019 da StatsCan, a menor taxa de “sem-médicos” no país se encontra em Ontário, onde 9,2% da população está na fila de espera. Na outra ponta, temos o Québec com 21,5%, enquanto a Nova Escócia fica na média no país, com 14,4%, e ainda há a vantagem de um esforço real de novas contratações.

Para combater o problema da internet em parte do interior, a província liberou um investimento de CAD$193 milhões em setembro do ano passado para garantir acesso adequado a 32.000 residências e empresas até setembro do ano que vem. E promete que não vai parar por aí. E para conferir se uma cidade do seu interesse — em qualquer parte do país — tem conexão rápida, há uma ferramenta do governo federal.

Para saber mais, visite o site Work from Nova Scotia, em inglês.

Fernanda é carioca, publicitária, co-fundadora e editora-chefe do OiCanadá, e web designer da SiteToaster.ca. Imigrou para o Canadá no final de 2006 e se tornou cidadã canadense em 2011.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Carlos Lima Da

    25/fev/2021 at 12:56

    Oi Fernanda.

    Acompanho o site já a alguns anos e adoro as dicas. Fico feliz demais de ver que vocês estão de volta após alguns meses sem nenhuma notícia.

    Abraço a todos da equipe.

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