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Vistos e Imigração

O que a reeleição de Trudeau representa para a imigração no Canadá

A imigração não foi tema da recente eleição que renovou o mandato de Justin Trudeau como primeiro-ministro canadense e não há, portanto, expectativa de grandes mudanças no setor. Mas durante a campanha, o Partido Liberal fez algumas promessas que, se implementadas, podem afetar o caminho dos candidatos à residência permanente.

Na disputa para o mais importante cargo do país que aconteceu neste mês de setembro, seis partidos participaram: Liberal, Conservador, NDP, Bloc Quebecois, People’s Party e ainda o Partido Verde. E embora os conservadores tenham obtido o maior número de votos — cerca de 1% a mais — foram os liberais que elegeram mais representantes, o que, em última instância, lhes garantiu a vitória. Além disso, o atual ministro da imigração, Marco Mendicino, foi reeleito como representante da região de Eglinton-Lawrence em Toronto e tudo indica que se manterá no cargo que exerce desde 2019.

Durante a campanha, tanto Mendicino quanto Trudeau falaram sobre imigração, destacando alguns pontos como o assentamento de até 40.000 refugiados do Afeganistão, o fim da taxa para o processo de cidadania — que, aliás, já constava da plataforma deles em 2019 –, novidades para acelerar e facilitar os pedidos de reunificação de familiares, o lançamento até 2023 de uma plataforma digital para gerenciar tudo relacionado à imigração e uma nova política para garantir os direitos de trabalhadores estrangeiros temporários.

Trabalho e francês

Mas o que mais revela sobre o que pode vir pela frente são a promessa de pesados investimentos em programas e serviços que ajudem os recém-chegados a encontrar trabalho, a alteração de leis para que o governo possa selecionar candidatos à residência permanente de acordo com as necessidades do país em termos de mão-de-obra e ainda o interesse do governo em apoiar o crescimento da imigração de quem fala francês e tenha interesse em morar não só em Québec como em qualquer outra área do país.

Tudo isso indica que os interessados em morar no Canadá podem fazer pequenos ajustes na sua preparação, como investir tanto no inglês quanto no francês, para ter uma vantagem considerável, e ainda estudar com cuidado as áreas com maior demanda de mão-de-obra no país para já imigrar com uma oferta de trabalho assegurada.

Próximos passos

Nas próximas semanas, Trudeau deve anunciar quem ocupará cada um dos seus ministérios e, na ocasião, revelará também o mandato de cada uma das pastas. Este documento revelará as prioridades e metas que devem nortear o trabalho dos ministros. Depois, a expectativa ficará por conta do lançamento do plano de imigração para o período de 2022 a 2024, que trará o número de pessoas que serão recebidas por ano em cada província e por cada um dos programas de imigração. 

O anúncio do Orçamento de 2022 vem na sequência, e é quando se vê se os compromissos de campanha têm verba para serem colocados em prática. A versão de 2021 não impressionou muito e, com a vitória apertada e manutenção de um governo minoritário que precisa compor com outros partidos para aprovar suas ideias e projetos no parlamento, tudo pode acontecer. Se o governo liberal depender demais do Bloc Quebecois, a imigração pode sofrer alguns reveses, como uma queda de número, por exemplo. Mas se a aliança for mais sólida com o NDP, as coisas podem ficar melhores. Mas, de um jeito ou de outro, uma coisa é certa: o Canadá continua precisando da chegada de estrangeiros para fazer a economia girar. Talvez até mais do que nunca.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Kleber

    27/set/2021 at 17:41

    “alteração de leis para que o governo possa selecionar candidatos à residência permanente de acordo com as necessidades do país em termos de mão-de-obra”

    Ué ! Não foi sempre assim ?

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