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Canadá anuncia meta de trazer 431.645 imigrantes em 2022

Apesar de 1.800.000 processos de residência permanente, temporária e cidadania estarem acumulados, o Ministério da Imigração do Canadá acaba de aumentar seu alvo de imigração e avisa que está trabalhando dia e noite para agilizar o sistema. 

Como é de praxe, o Ministério da Imigração apresentou recentemente ao Parlamento o plano oficial para os próximos três anos. O documento trouxe números ainda maiores que o previsto, especificando a entrada de 431.645 indivíduos em 2022, 447.055 em 2023 e 451.000 em 2024 — e, para se ter uma ideia, o total de imigrantes de 2021 ficou em 405.000, um recorde na história do país. 

Desafios

O aumento é visto com bons olhos tanto pela sociedade em geral quanto pelos empresários, mas há alguns sinais de preocupação quanto à real capacidade de processamento de tanta gente e ainda o impacto que tal volume de recém-chegados pode ter sobre alguns setores, em especial o da habitação e saúde. 

Segundo o ministro da Imigração, Sean Fraser, no entanto, tudo se move em conjunto: “A construção civil, por exemplo, precisa de trabalhadores para erguer mais casas e, com a chegada dessa mão-de-obra, cria-se a condição para que o governo possa investir em saúde, habitação e transporte”. Além disso, Fraser aponta que a economia está voltando a girar como antes da pandemia e que existem cerca de 960.000 vagas de emprego em aberto e que isto tudo prova que o país simplesmente precisa desse reforço. E depressa.

De fato, os dados oficiais mostram que a imigração é responsável hoje por 100% do aumento da força de trabalho canadense e ainda por quase 80% do crescimento populacional. E em tempos de grande disputa mundial por talentos, espera-se mesmo que o país consiga tornar seu processo de imigração mais rápido e eficiente.

O dinheiro para isso já está separado. São CAD$ 85 milhões para a contratação de mais funcionários e outros CAD$ 827 milhões para digitalizar as operações do ministério. E, segundo o ministro, a expectativa é de que 17 programas estejam totalmente online já na metade desse ano, lembrando ainda que o governo lançou recentemente uma ferramenta para monitoramento do status de casos de reunificação familiar (cônjuge — casado ou morando junto — e suas crianças).

Tendências

Analisando a situação, dá para fazer algumas apostas. A primeira delas é de que haverá ainda mais investimento e comprometimento para atrair profissionais de dois setores básicos até mesmo para que os imigrantes permaneçam no país: construção civil e saúde. Vai sair na frente também quem estiver aberto a se instalar longe dos grandes centros (fora do eixo Toronto, Montreal e Vancouver), já que o governo vem sinalizando há tempos o seu desejo de distribuir os benefícios da imigração de uma maneira mais homogênea pelas diversas áreas do país. 

O programa de imigração deve também continuar cada vez mais emparelhado às necessidades do mercado de trabalho (TI, por exemplo) e ter um foco especial em algumas regiões/países que já vêm treinando o tipo de profissional de que o Canadá precisa. Por fim, poderá também ser uma vantagem se candidatar como falante da língua francesa interessado em se estabelecer fora de Québec. 

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