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Montreal para estudantes

Embora Montreal tenha uma excelente qualidade de vida em um comparativo internacional, a cidade não chega a estar no topo do Ranking MoneySense, que avalia índices de qualidade nas cidades canadenses. É no quesito cultural-intelectual que a cidade se destaca, sendo o principal destino de artistas e estudantes universitários – nacionais e internacionais. Montreal é, sem dúvida, uma cidade ideal para jovens em idade universitária.

Uma das melhores cidades do mundo para estudantes

De acordo com o ranking QS Top Universities, Montreal está entre as 10 melhores cidades do mundo para estudantes universitários: a cidade possui a maior concentração de estudantes da América do Norte. Há quatro grandes universidades na região central da cidade: duas anglófonas (McGill University e Concordia University) e duas francófonas (UQÀM – Université du Québec à Montreal e UdeM – Université de Montreal). Com uma reputação bastante elevada, essas universidades atraem estudantes do país (e do mundo) inteiro, o que significa mão-de-obra altamente qualificada. Essa mão-de-obra é rapidamente absorvida por um mercado dinâmico e moderno. Não é à toa que Montreal tem sido berço de um número cada vez maior de start-ups.

UQÀM – Université du Québec à Montreal

UQÀM – Université du Québec à Montreal

Grandes cidades atraem grandes ideias, e isso se traduz em competitividade. Todo ótimo estudante no Brasil quer estar em universidades como USP, Unicamp e algumas federais. No Canadá, o objetivo é estar em uma das três melhores universidades do país: McGill, University of British Columbia (UBC) e University of Toronto, nesta ordem (de acordo com ranking da revista MacLean’s). Destas três, a McGill oferece o melhor custo-benefício para canadenses e estudantes internacionais (a universidade também se orgulha do corpo discente internacional: 20% dos estudantes não são canadenses). Os valores (tuition) são reduzidos, resultado de uma política que dá mais amparo à educação na província do Québec. O resultado é que a maior parte dos estudantes quer estar em Montreal, não apenas pelo prestígio, mas pelo custo de vida, que também é reduzido na cidade se comparado a Vancouver e Toronto. Além disso, Montreal é constantemente ranqueada a melhor cidade para festas universitárias: o que mais um estudante universitário pode querer?

McGill

McGill

Duas culturas universitárias

Língua e cultura estão sempre intimamente ligadas. Por isso, estudar em uma universidade anglófona não se resume apenas em utilizar o inglês em sala de aula. Trata-se de um sistema educacional completamente diferente daquele encontrado nas universidades francófonas. Da mesma forma que a arquitetura da cidade e os costumes dos habitantes locais variam de acordo com a língua falada, o mesmo ocorre nas universidades. Fazer parte desses dois microcosmos acadêmicos e culturais em uma mesma cidade é uma experiência única no mundo e, certamente, muito enriquecedora a qualquer estudante.

Seleção & Valores

A seleção para entrar em uma das universidades em Montreal é acirrada, mas pode parecer mais difícil do que realmente é. Todos os pré-requisitos estão claramente explicados no site de cada instituição, inclusive pontuações de corte para exames como TOEFL e SAT. Ou seja: ao se inscrever, você já tem uma noção razoável das suas chances. Os valores de graduação para estudantes internacionais é de C$14,000 a C$16,000 por ano, em média. O mesmo valor se aplica a cursos de Mestrado e Doutorado/PhD, embora nestes casos haja uma grande variedade de bolsas. Acredite: é muito comum ganhar uma bolsa integral para cursos de pós-graduação. Além disso, paga-se um “salário” aos estudantes, caso similar a CAPES e CNPq no Brasil.

Dicas

Se você já é formado e acaba de chegar na cidade, fazer um Mestrado/Doutorado em Montreal pode ser uma excelente ideia para aumentar a competitividade do seu currículo. Aqui vão algumas dicas:

  • Você precisará de um exame de proficiência (tanto para inglês quanto para francês). Nenhuma das quatro universidades exigirá fluência em ambas as línguas (diferentemente da University of Ottawa, ON).
  • Você precisa ter um GPA (Grade Point Average) de pelo menos 3 num total de 4 pontos para ser considerado um “bom” candidato. Ou seja: você precisa transformar suas notas do histórico em uma escala de 0 a 4: para quem quer fazer PhD, as notas que (mais) importam são a do Mestrado—que é quase sempre obrigatório para estudantes internacionais.
  • Também serão necessárias (de 2 a 3) cartas de recomendação de professores que conheçam o seu trabalho. As cartas precisam estar na língua da instituição de destino.
  • No sistema francófono, geralmente você precisa entrar em contato com um professor antes de iniciar o seu processo de admissão. Esse contato pode ser feito via e-mail. Para quem quer estudar em uma universidade anglófona, esse contato é quase sempre desnecessário, uma vez que o seu orientador será definido mais tarde, ao longo do início do curso.
  • Entre em contato com estudantes que já estejam fazendo o que você quer fazer. Eles serão certamente a sua principal fonte de informações. Você geralmente tem acesso aos estudantes de Mestrado/PhD atuais (Grad students); geralmente o e-mail e o website de cada um desses estudantes fica disponível no próprio site do programa. Como eles já seguiram todos esses passos, são certamente de uma ajuda valiosa, já que não é bem visto bombardear professores com dúvidas sobre a seleção.
  • Por fim, quase sempre pedirão uma carta de propósito, em que você explica por que quer estudar naquele determinado lugar. Também pedirão, muitas vezes, uma amostra de pesquisa: algum artigo—publicado ou não—que você tenha escrito para alguma disciplina. Esses dois documentos são essenciais, pois mostram não apenas como você escreve, mas também como a sua linha de raciocínio funciona. Também mostram, é claro, a sua aptidão para pesquisa na área que você deseja seguir.

Guilherme é formado em Letras (UFRGS), Mestre em Linguística (UFRGS) e estudante de PhD na McGill University, em Montréal. No Brasil, foi professor de língua e cultura inglesa por 10 anos e é, também, Tradutor Juramentado. Iniciou seu processo de imigração ao Québec em 2011, e não pretende voltar ao Brasil. Tem especial interesse em viagens, fotografia, música, ciência e conhecimentos gerais. Possui um blog sobre morar & estudar no Canadá, onde discute, entre outras coisas, bolsas de estudo, qualidade de vida, e dados estatísticos de diversos países.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Sybille Ariano

    11/mar/2016 at 20:09

    Oi, gostaria de obter mais informações. Podemos conversar por e-mail?

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