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Uma vila viking do século XI cravada no Canadá

L’Anse aux Meadows, a mais antiga prova da presença européia na América do Norte, está à sua espera para uma visita aqui mesmo, no Canadá — mais precisamente em um recanto de Newfoundland onde, se der sorte, dá para ver ainda um iceberg desfilando pelo Atlântico ou uma baleia dando saltos no mar.

Foi meio que por acaso que um casal norueguês à procura de pistas que confirmassem as Sagas de Vinland descobriu em 1960 esta pequena presença nórdica na América do Norte. E quando as escavações começaram, L’Anse aux Meadows logo conquistou as garantias de sítio histórico nacional, sendo em seguida reconhecida também como patrimônio mundial pela UNESCO.

No local há oito estruturas de madeira cobertas de grama e erguidas no mesmo estilo das construções encontradas na Groenlândia Nórdica do mesmo período. Ao todo, são três residências, uma forja e quatro oficinas que compunham um vilarejo onde moraram cerca de 70 pessoas.

As Sagas de Vinland é composta por dois textos tradicionais da Islândia escritos no século XIII que falam das idas e vindas de Leif Erikson e outros exploradores Vikings a uma terra chamada Vinland, ou Terra do Vinho. Durante muito tempo, os historiadores nórdicos acreditavam que estes textos falavam mesmo de viagens à América do Norte, mas era difícil provar a veracidade da narrativa. As construções e os artefatos encontrados no local, porém, sedimentaram de vez a ideia de que os descobridores da América foram, de fato, os vikings.

Visitar L’Anse aux Meadows é, então, uma viagem no tempo. Mas para chegar lá é preciso viver uma pequena (e bela!) saga que começa com um voo até a cidade de Deer Lake pela Westjet ou Air Canada. Dali, o melhor é seguir pela estrada batizada de Viking Trail até St. Anthony, que fica a quase 500 km ao norte do aeroporto.

A Viking Trail é um passeio por si só que descortina fjords e florestas que parecem cenários de filmes e há sempre a possibilidade de ser ver grupos de alces bem à vontade pastando pelo caminho. Por isso, vale a pena seguir com a câmera carregada e sempre a postos e dirigir pronto para fazer pequenos pit-stops para apreciar a paisagem.

Em St. Anthony, quem curte pratos diferentes vai poder experimentar itens como carne de alce e de foca, ou pode encarar uma versão de um velho conhecido brasileiro: o bolinho de bacalhau que aparece por lá como “bacalhao cakes”. Não vai faltar também várias opções de frutos do mar.

Depois de descansar da viagem é hora de ir ver de perto a vila desse parente do Thor. O local abre de maio a outubro e oferece uma experiência interativa. Os visitantes têm a chance de tentar “trabalhar” como ferreiro ou experimentar o método de tecelagem tradicional dos vikings. Também dá para conversar com personagens que incorporam os antigos habitantes do local explicando como era o dia-a-dia do vilarejo.

Outra opção é conferir a Norstead, que fica a cerca de dois quilômetros do site histórico. Operada por uma empresa privada, a Norstead traz atrações que giram em torno do universo viking, como uma réplica de uma embarcação que refez o trajeto de Erickson da Groenlândia até o Canadá.

Mas há muito mais o que explorar na região. E, no caminho de volta, vale a pena considerar um pequeno desvio em St. Barbe para atravessar o Rio St. Lawrence a bordo de um ferryboat. As duas horas de travessia tem vistas espetaculares e ancora depois em Blanc Sablon, no Québec, onde é possível pegar 15 km de estrada para oeste e assim fincar os pés em Forteau, só para dizer que esteve também em Labrador, e depois voltar de ferry para a Viking Trail.

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