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Experiência

Publicitário ganha carona de boas-vindas

Rodrigo nasceu em São Paulo e veio para Toronto fazer um curso de inglês de seis meses de duração. Ele vai dividir com os leitores um pouco dessa experiência, como as primeiras impressões sobre a cidade e a surpresa de ter conseguido uma carona ainda no aeroporto.

Olá, leitores do OiCanadá! Sou Rodrigo Schmiegelow, paulistano, 24 anos, trabalho com marketing e, nas horas vagas, com publicidade, minha área de formação.

Vim para Toronto para passar seis meses e quero nesse período conseguir a fluência no idioma inglês. Cheguei aqui em fevereiro para conhecer um pouco do inverno rigoroso, esquiar e poder voltar ao Brasil a tempo de participar de alguns processos seletivos para trainee, meu maior objetivo, e acho que a experiência internacional que estou adquirindo vai me ajudar nesse processo, não apenas pelo aprendizado do idioma, mas pela vivência em um país com culturas e pessoas desconhecidas.

O curso

Há muito tempo tenho vontade de fazer essa viagem, mas só no ano passado, depois de muita pesquisa de orçamentos, consegui achar um pacote adequado ao que eu precisava. Apertei um pouco aqui, tirei dali, até me matricular em um curso intensivo de inglês com um ótimo custo benefício, e onde a faixa etária dos alunos se encaixa com a minha. Contratei também um mês de homestay, período em que me adaptei à cidade e encontrei um quarto para alugar dentro de uma casa de família, estilo um homestay mais simplificado, coisa muito comum aqui, e que reduz consideravelmente o custo mensal (claro, isso se você souber cozinhar rs).

A cidade

A escolha de Toronto foi praticamente instantânea, muita gente falava bem da cidade, da diversidade de culturas e etnias, da quantidade de museus, pubs, restaurantes, parques e lazer em geral e, principalmente, do inglês mais fácil de se entender ou, como dizem, mais “limpo”.

Esses itens foram fundamentais para minha escolha, mas confesso que não esperava encontrar tanta diferença em relação a São Paulo, onde moro e que também é uma cidade grande, com um mix de culturas e grande diversidade.

Carona no aeroporto

Ao contrário do que imaginei, me surpreendi ao chegar aqui. O meu primeiro impacto foi no avião. Sentei ao lado de um homem com seus 40 anos, alto e com uma feição um tanto quanto carrancuda. Foram 10 horas de voo, e nesse tempo acabamos conversando um pouco, então ele me perguntou como eu iria até a casa onde ficaria hospedado, falei que ia de ônibus e ele falou que me levaria até lá. Quando o avião pousou, já no saguão do aeroporto, ele parou uma mulher e perguntou se ela falava português, em seguida ele falou tudo novamente para ela, que traduziu pra mim, para ter certeza que eu tinha entendido a proposta. Depois a esposa dele nos pegou no aeroporto e nos recepcionou com um café no Tim Hortons (cafeteria bem popular de Toronto) e me levou até minha primeira moradia aqui, a casa de uma família de filipinos, onde fiquei hospedado o primeiro mês.

Acostumado a sempre ouvir que compaixão como a dos brasileiros não existe, e que as pessoas na maioria dos países desenvolvidos costumam ser frias, isso me espantou muito e me fez me sentir em casa, acolhido. Além de que também mudou meu modo de ver as pessoas aqui.

Percebi que aqui o povo é muito educado, receptivo e muito paciente, aspecto importante para quem está aprendendo outra língua. E isso tudo foi o que mais me encantou em Toronto até agora.

Inverno

Outra coisa que me encantou muito foi a primeira nevasca, ver aquelas gotículas de água congelada caindo leves, flutuando no ar até encontrar o chão, deixando telhados, carros, calçadas e quintais todos brancos, é muito gostoso.

As minhas primeiras duas semanas aqui foram só novidades. Caminhar tranquilamente pela rua à noite com uma câmera fotográfica na mão; andar de um lado para o outro da cidade sem se preocupar em ter moedas para pagar o valor da condução (pois aqui há três opções de bilhete para o transporte público: diário (C$10), semanal (C$36) ou mensal (C$121). Basta comprar um deles e andar à vontade, o que facilita muito o deslocamento).

Aqui as casas são todas grandes e sem portões ou muros. A encantadora CN Tower é visível de quase todo o canto, e à noite, quando acesa, é maravilhosa.

Diversão

Eu gostei, mas tem muita gente que não deve gostar. Aqui a vida noturna é um pouco diferente, pelo menos nos lugares onde fui. A balada costuma começar cedo, por volta das 21h30 ou 22h e encerra às 2h. Acho que é uma vida noturna com limites. Sem exageros. Ah! E a idade mínima para consumir bebida alcoólica aqui é 19 anos. Bebida é coisa séria aqui, muito bem regrada, e só é vendida em lojas especializadas, pubs ou clubs (boates), além de que é proibido beber na rua.

E se por acaso você esticar um pouco mais a noitada, passando da 1h30, hora que encerra o funcionamento do metrô, não se preocupe, pois tem uma linha de transporte público especial que funciona a madrugada toda.

Pedestre respeitado

No trânsito também percebi muita diferença, a começar com os pedestres que não podem atravessar fora da faixa nas principais avenidas, senão tomam multa. Mas mesmo assim é perceptível que aqui o trânsito foi feito para quem está a pé, os carros não entram em nenhuma rua se alguém estiver atravessando. Em esquinas, os motoristas param um pouco antes das pessoas, você não precisa contornar o carro para atravessar a rua e ainda há semáforos especiais onde você aperta um botão e, na hora, os carros param para você atravessar tranquilamente.

Até as pombas daqui eu achei diferente, rs. Maiores e mais gordinhas.

É uma cidade da qual estou gostando muito, uma cidade que funciona, com leis e regras. Uma cidade para ser descoberta a cada dia. Interessante e de portas abertas.

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Rodrigo Schmiegelow, um jovem que veio da cidade de São Paulo para se aventurar e descobrir Toronto. Publicitário formado em 2009, no curriculo possui experiência como designer gráfico, criativo em agencia de comunicação, e, nos ultimos três anos, tem trabalhado na área de Marketing. Nas horas vagas investe seu tempo em uma empresa de e-business que começou com uma sócia de criação e desenvolvimento web.

10 Comentários

10 Comments

  1. Bruna

    15/ago/2011 at 16:47

    Rodrigo, você sabe dizer, em média, quanto uma família canadense “recebe” por hospedar um intercambista?

    Obrigada

  2. Neusa Hermelinda

    31/mar/2011 at 15:31

    Rodrigo, meu querido

    Você não imagina o quanto é bom saber que meu sobrinho e afilhado está em boas mãos. Na verdade, talvez você não saiba, mas eu fiquei muito preocupada. Ouvimos falar tanto sobre pessoas que são enganadas, por agenciadores não credenciados, que ficamos aterrorizados com a idéia de ter alguém da nossa família nessa situação.

    Afinal, posso dizer aos pais que gostariam que seus filhos trivessem essa experiência, que Toronto é um lugar especial.

    Meus agradecimentos aos canadenses que o acolheram.

    Bjs

  3. Felipe Tartuce

    25/mar/2011 at 09:26

    Muito legal o texto

    Legal a experiência que vc teve logo que chego, pelo que todos falam só os brasileiros tem essa receptividade, mas nesse caso ficou comprovado que canadense tbm pode ser !

    Rodrigo, vc tem algumas dicas p/ quem pretende alugar algo para morar ? Estou indo para Toronto em abril e irei ficar só um mês em homestay, depois pretendo dividir ap com alguns estudantes ou alugar um quarto p/ sair mais barato.

    Abraço !

  4. Calil

    25/mar/2011 at 00:29

    Fala Rodrigo!

    Muito bom!

    Estou indo para Toronto em Junho! VOu ficar 6 meses, por sinal também trabalho com Publicidade.

    Muito bom saber das suas experiências! Poste mais vezes para que possamos saber mais!

    Obrigado!

  5. Simone

    23/mar/2011 at 19:55

    Oi Rodrigo… que bom ler tudo isso… também farei 6 meses de curso e vou em Abril estarei aí. Com menos frio do que está agora, mas espero me encantar com o povo educado, receptivo e com um inglês que eu quero encarar e curtir muito!
    Sucesso por aí… e tudo de bom!
    Simone – SP

  6. Thamiris

    23/mar/2011 at 13:57

    Oie Rodrigo!
    Nossa, adorei seu texto. To indo em abril pra Toronto passar 6 meses e estudar também.
    Boa sorte ai e que tenha muito sucesso no seu retorno ao Brasil!

    • Lucas Martin

      08/abr/2011 at 13:07

      Ola Thamiris!
      Cheguei em Toronto hoje, dia 8 de Abril e vou ficar 6 meses, vou embora so no fim de Setembro!
      Vou ficar um mes em homestay depois pretendo dividir apto com alguem
      Podiamos ir vendo isso, o que acha?
      Tem o Felipe e a Simone ai dos comentarios que tambem chegam em Abril!
      Vamos manter contato.
      Abracos…

  7. Denise

    23/mar/2011 at 09:16

    Olá Rodrigo, amei a reportagem. Estou me organizando para fazer intercambio em Toronto o ano que vem. Já ouvir muito sobre a cidade e cada dia me apaixono mais, não vejo a hora de entrar em um avião.

  8. Anderson Bestteti

    23/mar/2011 at 09:01

    Olá Rodrigo,

    Foi bom ler o seu relato, pois me fez lembrar da minha estadia em Toronto em 2007. Fiz um curso de Inglês por 45 dias e a hospedagem também foi homestay
    Concordo com tudo o que você disse sobre as pessoas e a cidade. Realmente o impacto positivo que sofremos ao chegar aí e tremendo.
    Aproveite a sua estadia e o seu curso.
    Um abraço,
    Anderson Bestteti (Porto Alegre – RS)

  9. Marta Machado

    23/mar/2011 at 01:10

    Amei sua reportagem! Outro dia li uma reportagem de alguém falando mal de Toronto, que Toronto não tem alma, imagine um absurdo desses!!! Acho que essa pessoa estava equivocada ou tem que mudar de cidade. Se a delícia de Toronto é exatamente você andar tranquilo nas ruas, em dias de inverno a cidade parece ser só sua,é como falo sempre: uma cidade grande com características de cidade pequena. Enfim uma maravilhosa cidade!!!! Amo Toronto e adoro quando as pessoas a elogiam!

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