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Intercâmbio: como e onde morar em Montreal?

A escolha da moradia durante um intercâmbio é quase tão importante quanto a agência que vai organizar a viagem e a escola em que se vai estudar. A forma mais comum, oferecida pela maioria das agências, é a contratação de uma homestay: você mora com uma família, tem o próprio quarto e duas ou três refeições por dia, tudo por um valor fixo, em torno de CAD$750 por mês.

A outra opção é a “colocation”, que, em bom francês quebecois, significa “co-locação” e nada mais é do que dividir um apartamento com outra(s) pessoa(s).

Cada uma dessas opções têm suas vantagens e desvantagens.

Homestay

Em Montreal por três semanas para um curso de verão, o estudante de intercâmbio Nilton Júnior optou por ficar em uma homestay. “É uma maneira barata de hospedagem e também nos dá a possibilidade de contato com pessoas que falam o idioma a ser estudado em outro país”, explica.

Desde 2010 ele tem feito viagens de estudo, sempre em casas de família. Passou por Washington, Montreal, Paris e, de volta a Montreal, fechou novamente com a mesma homestay da primeira vez. A experiência é sempre uma caixinha de surpresas: são pessoas de outra nacionalidade, outra cultura, que falam uma língua diferente, têm outros hábitos alimentares, regras particulares… Mas, apesar de algumas dificuldades que possam vir a surgir, a homestay sempre acaba trazendo algum aprendizado para a vida.

Nilton Júnior

Nilton Júnior

“Uma boa homestay depende da sorte. Nem sempre conseguimos nos hospedar com famílias legais, mas quem faz essa opção deve saber como se comportar e o que fazer diante de situações delicadas. Outra dica importante é que o estudante também precisa fazer um esforço para ser mais sociável. As famílias que hospedam pessoas em programas de intercâmbio procuram respeitar sua individualidade e, se o estudante se isolar, por timidez, ou seja qual for o motivo, os membros da família provavelmente farão pouco contato. Também é importante lembrar que sempre se pode fazer o pedido de mudança de família”.

Para Nilton, as vantagens da homestay estão em ter contato com pessoas que conhecem o país, falam o idioma nativo e podem ajudar com informações importantes como o transporte público e as atrações turísticas.

Onde ficar

Você já reparou que, em todo filme ou seriado americano, o personagem que quer ter uma família e um quintal pra criar os filhos se muda para o subúrbio? No Canadá é exatamente assim. As maiores casas, com quartos extras e estrutura para ser uma boa homestay, estão fora do centro.

Eu mesma, quando cheguei a Montreal, fiquei em uma casa em LaSalle, municipalidade que fica na região de South Shore (Rive-Sud). O nome faz referência à enseada do rio Saint Laurent. Outra região com homestays é West Island, onde ficam as lindas cidades de Pointe-Claire e Beaconsfield, entre outras.

LaSalle

LaSalle

Nilton Junior ficou em West Island, cujo acesso se faz por um trem inter-municipal (train de banlieue) que chega na estação central de Montreal, a Bonaventure. Esta, por sua vez, é interligada com o metrô pela linha laranja. “Ficar em subúrbio nem sempre significa algo ruim. Quando estive em Paris, fiquei hospedado no subúrbio, mas era uma área nobre da cidade com fácil acesso tanto de ônibus quanto de metrô, e isso facilitou muito o trânsito pela cidade”.

Já South Shore possui estações de metrô comum e ônibus para servir as áreas mais distantes. LaSalle, por exemplo, é servida pela linha verde, entre as estações LaSalle e Angrignon.

Fazendo “coloc”

Quando o tempo de intercâmbio é mais longo, é natural que surja a vontade de trocar a homestay pela colocation. Sempre tem um colega na escola procurando alguém pra dividir o teto e sempre tem alguém alugando um quarto em uma casa, no melhor estilo república estudantil.

Alugar um apartamento para estudantes no centro de Montreal é relativamente simples. Nas proximidades das universidades Concordia e McGill sempre há opções. O valor do aluguel, dependendo da localização e do estado do imóvel, gira em torno dos CAD$700, com a vantagem de o valor ser dividido entre os colocs.

As responsabilidades aumentam: lavar a roupa, fazer compras no supermercado, limpar a casa e pagar contas passam a fazer parte da sua rotina, coisa que, na homestay, é responsabilidade dos seus host parents. Por outro lado, as regras são suas: horários, alimentação, as visitas que você vai receber, a quantidade de banhos por dia (há host families que limitam o número de banhos e a duração deles), tudo funciona como for acordado com o seu coloc.

Para procurar um coloc, você pode procurar em anúncios na escola, nas universidades ou em sites como Kijiji e Craigslist. O bacana é que dá pra conhecer e conviver com gente de outras culturas e mostrar um pouco da sua também.

Nilton no carnaval brasileiro no Jean Drapeau

Nilton no carnaval brasileiro no Jean Drapeau

Ah! Sempre vai ter um brasileiro estudando na sua escola, seja ela qual for. Somos muitos em Montreal e a tentação de dividir um apartamento com um conterrâneo é grande, mas não se esqueça dos seus objetivos. Estudar uma língua na escola e não praticá-la fora do horário de aula é o que a gente faz quando está no Brasil, não é? Encare o intercâmbio com seriedade e aposte na imersão no idioma, seja o inglês ou o francês. Seu progresso vai ser mais rápido!

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Alinne é jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará. Depois de 4 anos na redação de um jornal, escrevendo sobre cultura, comportamento e moda, parou tudo e veio para Montreal. A ideia era ficar 1 ano, mas quem consegue ir embora? Desde que chegou, fez cursos de extensão em fotografia, jornalismo e música nas universidades Concordia e McGill - e está sempre à procura de mais.

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