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Medidas contra fraudes atrasam processos de cidadania canadense

O Toronto Star, um dos jornais de maior circulação de Toronto, publicou na última quinta-feira (24/01) uma reportagem sobre a grande demora no processo de imigrantes que aplicaram para obter a cidadania canadense. Segundo o artigo, uma análise mais detalhada para combater atitudes fraudulentas nas aplicações de naturalização seria a principal causa do problema.

O texto, assinado pelo repórter de imigração Nicholas Keung, abordou casos como o da engenheira iraniana Mana Golzani, que foi convocada para preencher um questionário de residência mais rigoroso, introduzido pelo governo canadense em maio do ano passado. Nele, alguns aplicantes precisam detalhar informações sobre a sua estada no país, sendo necessário inclusive comprovar as informações como imposto de renda, holerites, e até passagens aéreas referentes ao tempo em que o interessado ficou ausente no país.

Algumas das regras para residentes permanentes se tornarem cidadãos canadenses é viver no país pelo menos 1095 dias nos últimos quatro anos antes da aplicação, além de demonstrar conhecimento no inglês e francês e não possuir antecedentes criminais.

Segundo o Departamento de Imigração e Cidadania do Canadá (CIC), em torno de 60 mil aplicações para naturalização canadense foram transferidas para uma avaliação mais detalhada entre 7 de maio e 28 de setembro de 2012, e aproximadamente 11 mil aplicantes foram convocados para preencher o questionário de residência.

O artigo do Toronto Star informou que os aplicantes que preencheram o questionário foram informados que o processo seria concluído em torno de 15 dias, mas alguns deles devem levar até nove anos para serem finalizados. “Quando há um questionário de residência e demais investigacões, o processo deixa de ser uma rotina. O tempo necessário para processar esses casos não-rotineiros variam de um para o outro”, disse ao Toronto Star o porta-voz do Departamento de Imigração, Paul Northcott.

Cerca de 160 mil imigrantes são naturalizados canadenses a cada ano. Porém, o índice de recusa da cidadania subiu nos últimos cinco anos, de 1.4% para 3.5%. Em setembro do ano passado, o OiCanadá publicou um post sobre a decisão do governo canadense em cancelar a cidadania de mais de três mil pessoas que mentiram no processo de naturalização. Diversas delas não atingiram o tempo mínimo de residência no Canadá para se tornar cidadão.

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Marcio Rollemberg é pernambucano e formado em jornalismo. Foi editor-chefe de um telejornal universitário, produziu documentários e trabalhou como repórter de TV no Brasil. Em 2005 mudou-se para Toronto e atualmente é um dos colaboradores de uma revista e de um canal de TV. Em 2011 juntou-se a equipe do OiCanadá, onde escreve matérias sobre Turismo e Variedades.

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