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Bedbugs desafiam o governo de Ontário

O Departamento de Saúde de Toronto já admitiu que a infestação de bedbugs (percevejos) em Ontário precisa ser resolvida antes que piore. O dilema, agora, está em escolher a melhor solução para combater os insetos. Enquanto isso, o problema se alastra.

De acordo com David McKeown, médico-chefe do Departamento de Saúde de Toronto, a situação é complicada por ser a primeira vez que o inseto se tornou uma praga, portanto, nenhuma cidade jamais teve que desenvolver recursos para combater o problema. Não faltam, porém, propostas a serem analisadas.

Até o momento, a estratégia mais bem aceita foi idealizada por Mike Colle, membro parlamentar da província (MPP), que elaborou 20 pontos que devem ser seguidos para educar a população com formas de extermínio e prevenção do parasita. No entanto, ele reforça que tudo precisa ocorrer com uma ação coordenada em toda a província, liderada e financiada pelo governo.

A ideia ganhou apoio da MPP Cheri DiNovo, mas com um adendo. Segundo ela, o plano só funciona se vier acompanhado de leis específicas, como a obrigação de locadores em fazer inspeções nas propriedades, sob o risco de perderem a licença. “Percebemos que a infestação tem que acabar em algum lugar, e vai acabar com os donos dos imóveis”, afirma.

Os 20 passos propostos por Colle também agradaram à ministra da saúde Deb Matthews. Ela garante estar avaliando cautelosamente o documento para definir o que é viável ou não ao governo. Entretanto,  a ministra já se mostrou indisposta a liberar mais verba para a causa. Foi por isso que ela rejeitou a proposta da conselheira de Toronto Paula Fletcher, que exigiria um investimento de C$2,89 milhões.

Fletcher encaminhou o projeto ao governo após sair vitoriosa da eleição realizada em 22 de novembro, pelo Conselho de Saúde de Toronto. A intenção era montar uma equipe de 17 pessoas especializadas no combate direto dos bedbugs. “Conter os parasitas, matá-los, isolar áreas contaminadas e desenvolver as melhores estratégias de ação. Foi isso o que aprendemos nos últimos quatro anos. Já fizemos pesquisas o suficiente, só faltam os dólares para agirmos”, explica a conselheira.

As palavras, no entanto, parecem não ter impressionado a ministra Deb Matthews. “Demos uma boa olhada na proposta e decidimos dizer não, mas vamos continuar trabalhando com as unidades de saúde pública”.

Enquanto isso, o problema se alastra. “Esses insetos estão em todo lugar. Nos hospitais, nos cinemas, nos veículos…” afirmou o MPP Colle. Só em Toronto, funcionários da saúde pública já precisaram inspecionar cinco mil imóveis desde o início do ano. E o problema também está afetando cidades no Oeste do Canadá e em diversas áreas dos Estados Unidos, como Nova Iorque e Chicago.

Por Stéphanie Garcia Pires

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