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Governo federal e certas províncias passam a exigir prova de vacinação

Algumas medidas são válidas para o país inteiro, enquanto outras entram em vigor apenas no território de determinadas províncias, mas tudo indica que a prova de vacinação está para virar uma realidade na maior parte do Canadá. Veja onde e para quê a comprovação está sendo exigida.

O governo federal já anunciou que até o final de outubro o país terá implantado um sistema de comprovação de vacina válido para todo o território nacional e que será exigido para quem quiser viajar de ônibus, avião ou navio, dentro ou fora do país. 

Também foi anunciado que os quase 500.000 funcionários públicos federais estejam duplamente vacinados, incluindo aí os policiais federais e os militares. O mesmo valerá ainda para quase um milhão de pessoas que trabalham em indústrias reguladas pelo governo, como acontece, por exemplo, com o setor de transporte de passageiros.

Este certificado trará o nome da pessoa, o tipo de imunizante recebido, a data e o local de aplicação, e estará disponível para cidadãos, residentes permanentes e até mesmo temporários e muitos especialistas apostam que será adotado por várias províncias para outras atividades.

Decisões provinciais

O Québec, porém, foi além e já está testando um app que poderá ser baixado gratuitamente em versão iOS e Android a partir de 23 de agosto. Depois, começando em 1o. de setembro, só entrará em bares, restaurantes, academias e eventos abertos ao público quem usar o aplicativo (ou a versão analógica dele) para comprovar que já recebeu no braço as duas doses do imunizante contra COVID-19. Além disso, o governo provincial também anunciou a obrigatoriedade de vacinação para todos os trabalhadores do setor da saúde até o dia 1o. de outubro.

Em Manitoba, a estratégia é um pouco diferente. As autoridades locais lançaram um cartão de imunização, com versão digital e também em papel, mas não baixou ordem alguma para que o comércio adote seu uso, deixando assim os empresários à vontade para decidirem como desejam operar. A expectativa, no entanto, é de que o documento seja usado em viagens, para acesso a eventos esportivos, teatros, shows, restaurantes, bares e outros serviços não essenciais.

Já na pequena Prince Edward Island foi criado o PEI Pass, que permite que viajantes escapem da exigência de isolamento ao entrar na província. O documento pode ser requisitado por moradores que estejam retornando para casa e também por visitantes, e tem regras diferentes para quem já tomou uma ou duas doses do imunizante.

Na outra ponta

Até agora os governos provinciais mais resistentes à ideia da implementação de um passaporte de vacina têm sido Alberta e Ontário — apesar do prefeito de Toronto já ter pedido para a província caminhar nesta direção. A Nova Scotia tem se proclamado em cima do muro, mas com tendência a não implementar nenhuma medida desse tipo. O mesmo vale para Newfoundland and Labrador. 

A British Columbia está estudando o assunto e tende a seguir uma abordagem semelhante à do Québec. New Brunswick encomendou um relatório sobre o assunto e deve tomar uma decisão em breve, enquanto o Yukon, Northwest Territories e Nunavut dizem que simplesmente seguirão as recomendações do governo federal para o assunto.

Vale lembrar ainda que, segundo as leis canadenses, falsa informação sobre o status de vacinação pode resultar em multa de até CAD $750.000 e/ou seis meses de prisão.

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