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Pesquisa afirma haver menos mendigos nas ruas

Segundo o relatório 2009 Street Needs Assessment, divulgado recentemente, o número de pessoas sem-teto em Toronto caiu pela metade.

Uma das fantasias em relação ao Primeiro Mundo é a de que não existem pessoas vivendo nas ruas, mas a realidade é outra, mesmo por aqui. Para saber quantas pessoas vivem em abrigos e ao ar livre, e como melhor assessorá-las, foi encomendada uma pesquisa pela divisão municipal da Shelter, Support and Housing Administration, que foi realizada por pouco mais de 450 voluntários e 278 líderes de equipes. Cerca de 40% da população de desabrigados foi ouvida no levantamento.

O objetivo da pesquisa Street Needs Assessment (SNA) era determinar os serviços dos quais pessoas sem-teto necessitam, a fim de ajudá-las a encontrar e manter uma habitação permanente. A pesquisa também teve como meta determinar o número de pessoas que vivem nas ruas ou em espaços públicos, ou mesmo em abrigos, instalações de tratamento de saúde e prisionais.

Números

A primeira pesquisa do SNA foi feita em 19 de abril de 2006, e a segunda, em 15 de abril do ano passado.  Na mais recente avaliação, a população estimada foi de 400 sem-teto nas ruas, o que representa uma diminuição de 51% sobre a estimativa populacional de 2006, que foi de 818 pessoas. No geral, nas áreas de serviço que são administradas diretamente pela prefeitura, o que inclui ruas e abrigos, houve um número estimado de 5.086 pessoas em 2009, um aumento de 0,7% desde 2006.

O número inconstante de famílias que estão desabrigadas em Toronto é uma característica chave dos sem-teto por aqui. Embora o número médio de pessoas que passam a noite nos abrigos tenha diminuído em 45% desde o pico em 2001, a ocupação no sistema de abrigos está sujeita a altos e baixos, diminuindo 59% entre 2001 e 2005, aumentando em 43% entre 2005 e 2009.

É claro que o número de famílias que permanecem no sistema de abrigo familiar é largamente ocasionado pelo contexto geopolítico internacional e da política federal de imigração. Isto contribuiu para um aumento substancial no número de famílias de refugiados no sistema nos últimos anos, o que reflete no aumento de 9,3% no número de pessoas que estavam em abrigos na noite da realização da pesquisa. O número de pessoas aborígenes a dormir na rua diminuiu significativamente, mas eles continuam a ser fortemente representados nos abrigos municipais.

Mais moradia

A porcentagem de pessoas que pediam dinheiro como fonte de renda era de 17,4% entre os participaram da pesquisa em 2006, diminuindo para 9,7% em 2009. A taxa de renda relacionada a emprego aumentou de 23,2% de todos os entrevistados em 2006, para 28,8% em 2009. No entanto, a falta de uma habitação acessível continua a ser a barreira mais significativa para terminar com essa situação. Como em 2006, nove em cada 10 moradores de rua querem ter um lar permanente. Na recente pesquisa, mais pessoas disseram que precisam de ajuda para encontrar um lugar mais barato para viver e de mais dinheiro.

Os resultados do 2009 SNA reforçam as recomendações do Housing Opportunities Toronto 10-Year Affordable Housing Action Plan, em particular os pedidos aos governos federal e provincial para planos de habitação a preços acessíveis ao longo prazo e totalmente financiados, e uma duplicação de verbas federais para os sem-teto.

O relatório será discutido pelo Community Development and Recreation Committee em reunião no dia 23 de abril.

Christian Pedersen é natural de Santos, São Paulo. No Brasil, trabalhou na gravadora Roadrunner Records, depois abriu um escritório de promoção e marketing para bandas e artistas, tendo clientes como a gravadora BMG, os selos Geléia Geral e Dubas. Christian mudou-se para Toronto em 2002, e virou cidadão canadense em 2007. Escreveu a coluna Conexão C no Brasil News em março de 2007 e, de maio a outubro de 2008, foi editor-interino do jornal. Do fim daquele ano, até outubro de 2010, foi editor e co-fundador do blog OiToronto.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Rafael

    19/abr/2010 at 00:22

    Concordo com a pesquisa. Mas a quantidade de mendigos que diminuiu refletiu no aumento do número de doidos! Nunca vai tanta gente doida, que fala sozinha igual aqui!

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