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Ruas de Toronto: Dufferin Street e St. Clair Avenue

Já falamos sobre os significados dos nomes das ruas Yonge, Dundas, King, Queen e Bloor. Veja mais alguns nomes que também foram emprestados à cidade e ficaram imortalizados.

O Lord Dufferin

O cidadão britânico, nascido em Florença, na Itália, Frederick Temple Hamilton-Temple-Blackwood (1826-1902), também conhecido como o 1º marquês de Dufferin e Ava, foi um dos maiores diplomatas de sua época. Em 1872, o Lord Dufferin tornou-se o terceiro Governador Geral do Canadá.

Durante seus 6 anos de governo, Prince Edward Island passou a fazer parte da Confederação, e várias instituições canadenses foram estabelecidas, como a Suprema Corte do Canadá, o Colégio Militar Real e a linha de ferro intercolonial. Quando oficiais da cidade de Quebéc começaram a demolir os velhos muros, Dufferin os persuadiu a parar tudo e restaurar o que estava danificado. A velha Quebec foi reconhecida nos anos 80 pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

Em 1884, Dufferin alcançou o auge de sua carreira diplomática quando foi apontado como Vice-Rei da Índia, governador de uma colônia que governa em nome do rei. O Lord dá nome à rua Dufferin.

St. Clair

St Clair e Yonge em 1908

St Clair e Yonge em 1908

Um erro de escrita e um acidente deram origem ao nome da avenida St. Clair. A família Grainger possuía uma floricultura e horta para fins comerciais na Yonge St, perto da St. Clair, na segunda metade do século 19. Eles moravam em uma fazenda próximo do que é hoje a Avenue Rd. e St. Clair.

Um dos filhos, Albert, não tinha nome do meio e decidiu por sua conta usar o sobrenome de um personagem de seu livro preferido “A Cabana do Pai Tomás”, de Herriet Beecher Stowe, o Augustine St. Clare. St Clare é o herói da obra, pois comprou o escravo Pai Tomás e o libertou em seguida.

A versão teatral do livro estava em excursão pela América do Norte, e o nome estava escrito errado no programa da peça, “St. Clair”. Foi esse o nome adotado por Albert que pintou uma placa e a pendurou em uma árvore de sua fazenda. Albert tocava trompete no regimento canadense The Queen´s Own Rifles e costumava se apresentar na Opera House com a banda militar. Albert morreu aos 20 anos de idade, em 1872, por complicações de um resfriado que pegou durante treinamento com o seu regimento.

Mesmo após a morte de Albert, sua placa continuou pendurada na árvore. Quando os pesquisadores foram até a área para fazer o mapa da rua, eles acharam que a placa indicava o nome dela, chamando-a St. Clair Ave.

Christian Pedersen é natural de Santos, São Paulo. No Brasil, trabalhou na gravadora Roadrunner Records, depois abriu um escritório de promoção e marketing para bandas e artistas, tendo clientes como a gravadora BMG, os selos Geléia Geral e Dubas. Christian mudou-se para Toronto em 2002, e virou cidadão canadense em 2007. Escreveu a coluna Conexão C no Brasil News em março de 2007 e, de maio a outubro de 2008, foi editor-interino do jornal. Do fim daquele ano, até outubro de 2010, foi editor e co-fundador do blog OiToronto.

3 Comentários

3 Comments

  1. Sobek de Alcantara Rebello

    13/maio/2009 at 14:51

    Matéria interessante, história é sempre bom para estarmos bem atualizados onde vivemos, mas pergunto: onde encontrar as materias como esta? “significados dos nomes das ruas Yonge, Dundas, King, Queen e Bloor.” estive navegando em arquivos e não encontrei. gostaria de ver pois história é o meu fraco aoté porque minha formação é em história universal. foco grato pela informação. Parabens pelo artigo.

  2. Fernanda Thiesen

    13/maio/2009 at 01:28

    Se o Lord Dufferin conhecesse o busum 29, ele morreria novamente! :p

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