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Jack Layton, líder do NDP, perde a batalha contra o câncer

O Canadá perdeu ontem um de seus políticos mais carismáticos da atualidade. Jack Layton, líder do NDP (Partido Democrático Novo), faleceu em Toronto, aos 61 anos, após uma intensa batalha contra o câncer.

Em julho desse ano o país inteiro ficou chocado ao ver as imagens de um Jack Layton magro e de voz fraca, anunciando que iria se afastar temporariamente da liderança do NDP (Partido Democrático Novo) para o tratamento de um câncer, o segundo diagnosticado após o de próstata, descoberto em 2009. “Eu vou lutar contra esse câncer agora, para que eu possa voltar a lutar pelas famílias quando o Parlamento recomeçar”, disse ele. Semanas depois, um comunicado escrito por sua esposa, Olivia Chow, anunciou que Jack Layton havia perdido sua batalha contra a doença. “Nós lamentamos imensamente em informar que o admirável Jack Layton, líder do Partido Democrático Novo do Canadá, faleceu às 4:45am dessa segunda-feira, dia 22. Ele morreu em paz ao lado da família e de pessoas queridas”, disse o comunicado.

Quando Jack Layton foi diagnosticado com um câncer na próstata há dois anos, passou por um tratamento intensivo, incluindo uma cirurgia. A bengala que começou a usar depois da operação (a mesma que ele levantava para saudar seus eleitores em comícios e outros eventos que participava) tornou-se um símbolo da perseverança de Layton.

O carisma era marca registrada do político, e foi graças a ele (e a uma votação extraordinária em Quebec) que Layton alcançou um fato histórico: fazer com que o NDP se tornasse pela primeira vez o partido de oposição oficial do governo federal nas últimas eleições, ocorridas em maio desse ano.

Dias antes de morrer, Jack Layton escreveu uma carta (que pode ser lida na íntegra em inglês) para os canadenses, agradecendo a todos pelo apoio e suporte, e encorajando outras pessoas com câncer a não desistirem de lutar contra a doença. “Por favor, não se sintam desencorajados pelo fato da minha jornada não ter sido tão boa quanto eu esperava. Tratamentos e terapias nunca estiveram tão eficientes na luta contra essa doença. Você tem todos os motivos para ser otimista, determinado e focar no futuro. Meu único conselho é apreciar cada momento com aqueles que você ama e em cada fase da sua jornada, assim como eu fiz nesse verão”, disse ele.

Layton também deixou alguns pensamentos para os jovens, os quais ele afirmou ter sido a sua grande inspiração. “Toda a minha vida eu trabalhei por coisas melhores. Esperança e otimismo formaram a minha carreira política, e eu continuo a ser otimista e esperançoso com relação ao Canadá. Jovens têm sido uma grande fonte de inspiração para mim. (…) Eu confio em vocês. Sua energia, sua visão, sua paixão por justiça são exatamente o que esse país precisa hoje. Vocês precisam estar no coração da nossa economia, da nossa vida política e dos nossos planos para o presente e o futuro”, ressaltou.

O político encerrou a sua carta com uma mensagem para todos os canadenses, enfatizando que o Canadá pode ser um país melhor. “Nós podemos construir uma economia próspera e uma sociedade que reparte seus benefícios de forma mais justa. Nós podemos cuidar dos nossos idosos. Nós podemos oferecer um futuro melhor para nossas crianças. Podemos fazer nossa parte para salvar o meio ambiente (…) Meus amigos, amor é melhor que raiva. Então, vamos nos permitir ser amável, esperançoso e otimista. E nós mudaremos o mundo”, completou.

Milhares de pessoas recorreram às mídias sociais como o Twitter e Facebook para relembrar grandes momentos da história política de Layton e prestar suas condolências, sobretudo à esposa Olivia Chow e aos dois filhos, Sarah e Michael (que seguiu a carreira do pai e foi eleito conselheiro em outubro).

Na tarde de ontem, uma multidão se formou em frente à prefeitura de Toronto, onde foi anunciado que um funeral estadual será realizado no próximo sábado (27/08), no Roy Thomson Hall, em Toronto.

Leia também Eleições federais 2011: conheça os candidatos.

Marcio Rollemberg é pernambucano e formado em jornalismo. Foi editor-chefe de um telejornal universitário, produziu documentários e trabalhou como repórter de TV no Brasil. Em 2005 mudou-se para Toronto e atualmente é um dos colaboradores de uma revista e de um canal de TV. Em 2011 juntou-se a equipe do OiCanadá, onde escreve matérias sobre Turismo e Variedades.

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