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Paladar

Meu querido café

São pequenas coisas que fazem nos sentirmos em casa. Um desses pequenos detalhes é o café. Como um bom brasileiro, eu adoro um cafezinho. Sem ele meu dia não começa, ele finaliza meu almoço e dá a energia necessária para manter o ritmo no final da tarde. Sou apaixonado por café (café bom) e isso por aqui é difícil de encontrar.

O café norte-americano é fraco, aguado e sem gosto. Meus amigos canadenses e estadunidenses que me desculpem, mas essa água suja que eles tomam por aqui não dá. Encontrar uma xícara de café decente foi uma verdadeira odisseia.

No Brasil, estamos acostumados com um café forte, de torra intensa, enquanto que aqui o padrão do mercado é a torra média. Um outro detalhe que também influencia muito a diferença de sabor é a moagem. Nosso cafezinho (padrão Pilão) tem moagem fina, que permite que o pó tenha mais superfície de contato com a água. Já por aqui o café deles tem moagem mais grossa, sendo mais apropriado para a cafeteira estilo French Press (prensa francesa) do que para uso em coador.

Entendidos estes parâmetros ficou mais fácil encontrar um pó de café mais ao meu estilo. Nos supermercados vários modelos de café do mundo todo estão disponíveis ao consumidor. O problema é que eles custam, em média, o dobro dos cafés do dia-a-dia (vamos dizer o Pilão daqui, rsrs). Eu precisava de um café barato e simples para fazer em casa todos os dias.

Após muita pesquisa e teste com todas (ou quase) as marcas populares de café encontrei uma que me apetece, o Maxwell House dark roast. Mas não tem muito segredo, o jeito é comprar os pacotes menores e ir testando com mais ou menos pó até encontrar a fórmula mágica.

Na rua, o negócio é um pouco mais complicado. A rede Starbucks tem um “café” melhorzinho (que não é café, é café com leite e muito frufru). É gostoso, mas quatro dólares e pouco por copo (pequeno) é caro demais para tomar todo dia. A rede Tim Horton’s tem aquela água suja que nós já mencionamos, mas o preço ajuda e na hora do aperto “vai tu mesmo”. Aprendi que o “black, one pack of sugar” (preto, com um sache de açúcar) é bebível. A Second Cup tem uma seleção melhor de cafés, dentro das opções o Colombian Dark Roast é bem aceitável e o valor não é alto, uns dois dólares e pouco o copo de tamanho médio. #FicaADica

Para quem realmente faz questão de um café de alta qualidade, o espresso é a melhor pedida. A maioria dos lugares tem um bom espresso. Um sonho que tenho é ter uma máquina em casa e poder tirar meus expressos no conforto da minha sala de jantar, mas infelizmente ainda não sou rico o suficiente para isso, muito menos para pagar de três a quatro dólares por espresso. Portanto, aproveito os meus com sabedoria e parcimônia, até que o budget permita que eu me esbalde em xícaras mil de expressos italianos e cappuccinos.

Um abraço e até a próxima semana.

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Maurício Marcondes

Mauricio é paulista, natural de Guaratinguetá, formado em Marketing pela ESPM de Sao Paulo com especialização em Coordenação de Eventos Corporativos. Com mais de 10 anos de experiencia em produção de eventos no Brasil, se mudou para o Canadá no final de 2013 e atualmente reside em Mississauga, na GTA, e está se adaptando à vida canadense.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Elder

    18/ago/2014 at 11:07

    Também “sofri” muito em busca desse café! Finalmente achei pilão no “No frills”. Pra beber na rua o melhor é o Balzac (tem um novo no St Laurence Market) ou pedir um double long do second cup.

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