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Cultura

Projeto artístico explora as ligações dos imigrantes canadenses a seus países de origem e à nova pátria

[METRO NEWS] O que significa “parecer” Canadense? Colin Shafer, um canadense branco de 30 anos de idade, barba, cabelos e olhos castanhos, sempre ouve esta pergunta. “Eu acho isso muito estranho”, diz Shafer ao telefone, direto de Londres, onde está concluindo um mestrado na Escola de Estudos Orientais e Africanos. “Meu pai é americano e minha mãe nasceu no Reino Unido. Eu não sou assim tão profundamente ligado ao Canadá, então por que eu pareceria canadense? O que isso realmente significa?”

O fotógrafo e professor do ensino médio nasceu em Kitchener e lançou recentemente um projeto artístico chamado Cosmopolis Toronto. A obra explora a ideia de como a identidade está relacionada ao lugar que chamamos de lar.

Neste mês de outubro, Shafer começou a fotografar moradores de Toronto com o objetivo de retratar uma pessoa de cada país do mundo. Seu trabalho, em tempo integral e com duração de quatro meses, é conhecer três pessoas por dia e fotografá-las em dois contextos: primeiro em lugares que lhes provoquem um sentimento de conexão com a cidade de Toronto, e depois com objetos que os liguem à sua terra natal.

Um escritor local escolheu, por exemplo, ser fotografado em uma biblioteca, onde ele começou a se inspirar para seguir sua carreira. “Eu acho que essa é uma bela conexão”, diz Shafer. Para o segundo retrato, outro participante optou por segurar uma foto de sua avó, com quem perdeu o contato.

Shafer sempre teve consciência da diversidade deste país, mas ele acredita que nem sempre há oportunidades para que os imigrantes compartilhem suas histórias. Ele espera que Cosmopolis permita que as pessoas enxerguem que “Uau, temos o mundo inteiro aqui! “. O projeto inclui um mapa interativo com todos os retratos, criado pela agência de publicidade alemã Marcellini.

Mas se o conceito da “aldeia global” projeta uma imagem clichê de diferentes raças de mãos dadas para retratar a beleza do multiculturalismo, Shafer salienta que Cosmopolis Toronto não se trata disso… “Se essa fosse a minha intenção, o projeto em si poderia terminar como apenas mais um daqueles projetos para o bem-estar coletivo. Mas vão ser pessoas reais, histórias reais”, diz Shafer.

Representando o Brasil no Cosmopolis está Diogo Lopes. Confira sua participação.

Diogo (Brasil)

Nascido no Rio de Janeiro, Brasil

Diogo acha o Rio de Janeiro lindo, no entanto, devido à violência e à corrupção, ele não conseguia ver um futuro para a sua família vivendo lá. Depois de passar três anos no Canadá trabalhando como Web Developer, Diogo está animado com a ideia de ser pai e começar uma família com sua companheira, grávida de quatro meses. Diogo visitou muitas das principais cidades do Canadá, mas foi em Toronto que ele sentiu que “não era só um imigrante”, mas uma “pequena peça de um grande quebra-cabeça cultural. “

Toronto como Lar

Diogo no TTC

Diogo pediu para ser fotografado no TTC, já que ele passa grande parte do seu tempo andando de transporte público. De casa para o trabalho, Diogo pega três ônibus, totalizando três horas de transporte todos os dias. Mesmo tendo um carro, aqui ele prefere o ônibus em função da sua experiência negativa com o transporte público do Brasil. Diogo passa tanto tempo no TTC que decidiu iniciar um projeto pessoal: o “filme do dia”, que consiste em ver e fazer crítica sobre um filme a cada dia no site www.filmedodia.net.

Ligação ao país de origem

Diogo e a cachaça

Na segunda foto, Diogo segura uma garrafa de cachaça, que é a bebida alcoólica mais popular no Brasil. Adicionando açúcar de cana e limão, temos os ingredientes essenciais para preparar a caipirinha, famosa bebida típica brasileira. Diogo conta que toda família brasileira tem uma garrafa de cachaça em casa. Na foto, ele também segura um copinho com a imagem do Cristo Redentor, monumento emblemático do Brasil que fica na cidade do Rio de Janeiro.

Para conhecer o projeto completo, visite o site Cosmopolis Toronto.

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Mestre em Estudos de Tradução, Loretta Murphy é tradutora juramentada no Canadá, com 15 anos de experiência na área. Ela é canadense e viveu no Brasil por mais de 6 anos, além de ter vivido também no México e no Japão. Entre os serviços que presta estão as traduções certificadas do Português para o Inglês e do Espanhol para o Inglês de todos os tipos de documentos, inclusive: Certidões de Antecedentes Criminais, Títulos e Certificados Acadêmicos, Históricos Escolares, Documentos Legais e Médicos, Carteiras de Motorista, Certidões de Nascimento, Certidões de Óbito, Certidões de Casamento e Certidões de Divórcio.

3 Comentários

3 Comments

  1. Colin Boyd Shafer

    29/out/2013 at 11:47

    Thank you for following the project :) Stay tuned for the exhibition at the Toronto Centre for the Arts in January.

  2. maria c tabosa

    28/out/2013 at 11:44

    Muito bem redigido o artigo de Loretta Murphy. Aguçou a nossa curiosidade quanto às fotos da exposição. Que tal postar algumas? Ou mesmo um link para vermos o trabalho do artista?
    Abraços e continue redigindo bem e motivando os seus leitores sobre a vida no Canadá.
    Abs. Maria Tabosa.

    • OiToronto

      28/out/2013 at 15:18

      Olá Maria. Obrigada pelo comentário. O link do projeto onde vc pode ver mais fotos está no final da matérial. Abs.

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